Isso que vocês vêem acima é uma estampa criada à partir de 180 logos com animais. Nesse trabalho, fica evidenciada a beleza dos animais estilizados o que acaba tirando a força de cada marca representanda.
Esse trabalho foi exibido pela primeira vez em Zollverein, Alemanha em 2006. Confiram abaixo, um exemplo da estampa aplicada.
Você vê logos de abertura toda vez que vai aos cinemas ou aluga uns DVDs, mas já parou para pensar quem é o garoto do logo da DreamWorks? Ou qual montanha inspirou o logo da Paramount? Ou quem é aquela mulher da Columbia? Vamos descobrir!
1. DreamWorks SKG: O menino na Lua
Em 1994, o diretor Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg (executivo da Disney) e o produtor David Feffen (sim, o SKG do logo vem do nome dos três) se juntaram para fundar um novo estúdio, entitulado DreamWorks.
Spielberg queria que o logo do novo projeto fosse remanescente da era dourada de Hollywood. A idéia inicial do logo era de um homem pescando na lua, feito com animação digital. Mas o Supervisor de Efeitos Visuais, Dennis Muren, que já havia trabalhado com Spielberg em muitos outros filmes, sugeriu que um logo pintado a mão poderia dar um efeito melhor. Muren pediu para seu amigo Robert Hunt dar vida ao desenho.
Além da versão requisitada, Hunt fez uma versão com um menino pescando numa lua crescente. Spielberg adorou essa versão, que foi escolhida.
E o garoto??? Ele é Willian, filho de Robert Hunt.
O logo que vocês vêem nos filmes foi feito na ILM com as pinturas de Hunt, com colaboração da Kaleidoscope Films (eles desenharam os storyboards originais), Dave Carson (diretor) e Clint Goldman (produtor).
2. MGM (Metro-Goldwyn-Mayer): Leo, O Leão
Em 1924, Howard Dietz desenhou o logo do leão para Samuel Goldwyn’s Goldwyn Corporation. Ele se baseou nos “The Lions”, time da Columbia Univesity. Quando a Goldwyn Pictures se fundiu com a Metro Pictures Corporation e a Loui B. Mayer Pictures, o novo grupo entitulado MGM ficou com o logo.
Desde de então, 5 leões já fizeram o papel de “Leo, o Leão”. O primeiro foi Slats, que triunfou de 1924 até 1928. O próximo, Jackie, foi o primeiro leão que teve seu rugido ecoado para o público. Os filmes ainda era mudos, mas Jackie tinha seu rugido tocado por um fonógrafo assim que o leão surgia na tela. Ele foi também o primeiro leão a aparecer em cores em 1932 (quanta honra!).
O terceiro leão foi Tanner, depois veio um leão sem nome que durou pouco tempo e finalmente Leo, que estreou em 1957 e permanece até hoje.
3. 20th Century Fox: Os feixes de luz
Em 1935, a Twentieth Century Pictures e a Fox Film Company se uniram para criar a Twentieth Century-Fox Film Corporation (depois eles tiraram o hífem).
O logo original da Twentieth Century Pictures foi criado em 1933 pelo pintor de paisagens Emil Kosa, Jr.. Depois da união, ele simplesmente tirou o “Pictures, Inc.” do logo e colocou “Fox” no lugar.
Talvez tão famoso quanto o logo é a musiquinha que o acompanha, apelidada de “20th Century Fanfare” (com certeza ela está passando pela sua cabeça nesse exato momento), foi composta por Alfred Newman.
4. Paramount: A montanha
A Paramount Pictures Corporation foi fundada em 1912. O logo da montanha, foi primeiramente desenhado por W. W. Hodkinson, baseado na Ben Lomond Mountain de Utah (a introdução animada feita depois, no entanto, provavelmente é a montanha Artesonraju do Peru). É a animação de logo mais antiga de Hollywood!
O logo original tinha 24 estrelas que simbolizavam as 24 estrelas de cinema contratadas (agora são 22 estrelas, mas ainda não apareceu uma explicação). Hoje, a pintura original foi trocada por montanhas e estrelas gerados por computador.
5. Warner Bros: O Escudo
A Warner Bros foi fundada por quatro irmãos judeus imigrantes da Polônia que foram para os Estados Unidos: Harry, Albert, Sam e Jack Warner.
No começo, a Warner tinha problemas para atrair talentos. Em 1925 ela fez o primeiro filme com falas e foi aí que começou a ficar famosa.
O logo da Warner passou por inúmeros redesenhos, quem quiser mais informações sobre cada um, pode acessar o site da CLG Wiki.
6.Columbia Pictures: A moça da tocha
A Columbia Pictures nasceu em 1919 com os irmãos Harry e Jack Cohn. Muitas dos filmes antigos foram produzidos com pouquíssima verba, foi assim que recebeu o apelido de “Corned Beef and Cabbage” (uma comida estranha). Em 1924, os irmãos Cohn renomearam o estúdio para Columbia Pictures Corporation numa tentativa de aprimorar a sua imagem.
A mulher do logo é Columbia, foi desenhada em 1924 e é uma personificação de uma America feminina. A identidade da modelo nunca foi descoberta e muitas velhinhas já clamaram o posto de modelo.
O logo atual foi desenhado em 1993 por Michael J. Deas, que foi contratado para devolver o ar clássico ao logo.
Em tempos de discussão sobre redesign de logos e eventos esportivos assassinos de design, surge a dúvida: Em time que está ganhando se mexe? A Coca-Cola vem ganhando da Pepsi desde sua fundação sem mudar o logo, porém mudando suas campanhas, já a Pepsi atira para todos os lados. Certamente que o logotipo não é o responsável único pelo resultado bom ou ruim de um produto, mas com certeza influencia. O gráfico abaixo foi feito pelo pessoal do Inquisitr e mostra um fato curioso e que no mínimo nos faz pensar.
A typefoundry da Bulgária FontFabric liberou uma coleção de vetores inteiramente grátis chamada Cube 02, não se trata exatamente de uma fonte e sim vetores que podem ser aplicados da forma como você bem entender. Baixe por aqui.
Tentarei sempre relacionar alguns video-clipes com o tema do blog.
Bandas que utilizam técnicas de desenho, ou algum elemento gráfico qeu eu achar excepcional, colocarei aqui.
Se tiver alguma opinião, mande e-mail para cesar_goes@terra.com.br.
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Justice – DVNO
Esse clipe traz uma variedade de títulos famosos dos anos 70 em formato da letra da música. O video abaixo faz comparações e mostra os títulos originais.
1. Cannon Films
2. 20th Century Fox
3. HBO Music
4. NBC
5. Stephen J Cannell Productions
Obviamente há muitos outros [sega, etc]. Quem souber, fique a vontade para comentar.
Título Original: Heveltica, A Documentary Film by Gary Hustwit
Gênero: Documentário
Ano de Lançamento (Suíça): 2007
Direção: Gary Hustwit
Produção: Gary Hustwit
Formato: MP4 (DVD RIP)
Duração: 82 minutos
Idioma: Inglês
Legendas: PT-BR
Tamanho: 675 MB (7 partes)
Servidor: Megaupload
Helvetica, o filme é um documentário que dismistifica muita coisa sobre a fonte considerada a mais famosa no mundo. Assistindo as entrevistas você começa a entender facilmente quando iniciou a necessidade de usar Helvetica e quando iniciou o ódio a tudo que traz essa fonte.
Mostrar que a fonte foi criada por Max Miedinger e Eduard Hoffmann em 1957 e não só por Miedinger foi essencial para dar os devidos créditos a Hoffmann. Miedinger e Hoffmann criaram-na para a Haas Type Foundry em, Münchenstein, na Suíça, sendo comercializada pela Linotype em 1961 no mundo todo.
O filme não é destinado apenas a pessoas envolvidas de alguma forma com design, eu recomendo para qualquer um. O design como arte está presente na vida de todas as pessoas, desde que nascemos. O seu berço tinha um determinado design, sua mamadeira, o sofá da sua casa, sua mesa, a estante da tv, os eletrodomésticos da cozinha, na rua você pode observar os carros e seus designs diferentes, as placas e a escolha das fontes para os letreiros. E é isso que o documentário Helvetica mostra com perfeição, as infinidades de placas, letreiros, sinais de aviso, todos escritos com Helvetica.
No Brasil, eu não diria que a Helvetica tenha tanta força muito menos tamanha presença como tem lá fora, isso porque o sistema operacional mais usado no nosso país é o da Microsoft, que desenvolveu a fonte Arial baseada na Helvetica. Nos países onde os designers só trabalham com Macs (você percebe bem no filme que todos os profissionais possuem um Mac), a fonte suíça é muito mais frequente.
O nome da fonte é derivado de Helvetia, o nome latino para Suíça.
A fonte Arial, bastante difundida pelo mundo devido ao fato de ter sido distribuída pela Microsoft em várias edições de seu sistema operacional costuma ser associada à Helvetica, embora seja criticada como uma cópia inferior. Uma maneira fácil de identificar as duas fontes é através da comparação das letras R e G maiúsculos e das letras a, e, r e t minúsculas.
Trecho de uma das entrevistas:
Pensamos que a tipografia é preto e branco. Tipografia na realidade é branco, nem chega a ser preto. É o espaço entre as áreas em preto que forma a tipografia. Num certo sentido é como a música. Não são as notas, é o intervalo entre as notas que compõe a música.
Massimo Vignelli, designer italiano (Helvetica, 2007)
Ainda sobre a Arial, essa fonte foi projetada pela Monotype em 1982 a partir da própria Grotesk (compartilhando as raízes da Helvetica, portanto), mas tomando cuidados especiais para ter exatamente as mesmas proporções e peso da bem-sucedida Helvetica, para que documentos feitos para uso da Helvetica pudessem ser impressos ou visualizados com a Arial sem maiores alterações.
Você pode escrever “eu te amo” com Helvetica, sendo extra light se você quiser parecer mais romântico e com extra bold se for mesmo intenso e apaixonado.
Criada para ser uma alternativa à então popular Akzidenz Grotesk (nascida em 1896), a Helvetica alcançou o sucesso rapidamente, e no começo dos anos 80 passou a ser uma das 4 fontes incluídas junto aos interpretadores Postscript originais (em todas as impressoras laser “clássicas” e de primeira linha), bem como ser default no Mac OS, por exemplo – porque a Apple não viu nenhum problema em obter (e pagar) a licença para isto.
Já a Arial, foi projetada pela Monotype em 1982 a partir da Grotesk, mas tomando cuidados especiais para ter exatamente as mesmas proporções e peso da Helvetica.
Mas quando a Microsoft adotou definitivamente o padrão TrueType (no Windows 3.1), ela não seguiu a trilha da Apple, e preferiu adquirir o direito de distribuir a mais barata Arial, do que a original Helvetica. Certamente ela sabia que a maioria dos usuários não perceberia a diferença. Hoje o clone se tornou muito mais conhecido, e certamente há pessoas que, ao conhecer a Helvetica, invertem o sinal e acreditam que ela seja parecida com a Arial.
Pra criar um logotipo pode-se utilizar diversos recurso: buscar ícones que representem algo, trabalhar com as letras e algumas formas…
Um recurso interessante é trabalhar com a palavra remetendo ao sentido (claro que desde que isso não trasforme o logo em uma piada, a menos que essa seja a intenção). É o uso dos signos: ícones ou índices (quem não viu isso ainda, aguarde – rs), procurando uma dupla fixação do logo: através do texto e com associação imagética proporcionada pela imagem que representa o produto ou o próprio nome.
Seguem abaixo alguns exemplos interessantes deste recurso:
Temos visto muito redesign de logotipos nos últimos anos. A maioria busca mais traços mais leves, tirar fontes bolds ou cheias de serifas, busca uma simplicidade que tem mais a ver com os dias de hoje e com a velociadade que temos visto na Internet.
São designs que procuram “dar vida” à algo que já parece morto, dar um ar mais futurista, sem ser apelativo. Na maioria das vezes temos visto grande êxito nesses redesigns.
O site Function preparou uma lista com os 50 melhores exemplos de redesigns (na opinião deles, claro). Vale a pena conferir. Abaixo seguem apenas alguns “aperitivos”:
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1ºA Design, Unicsul Anália Franco | SP/BR
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