Helvetica, o filme

helvetica-poster

Título Original: Heveltica, A Documentary Film by Gary Hustwit
Gênero: Documentário
Ano de Lançamento (Suíça): 2007
Direção: Gary Hustwit
Produção: Gary Hustwit
Duração: 82 minutos
Idioma: Inglês
Tamanho: 1.6 GB
Link do Torrent: http://thepiratebay.se/torrent/4677906/HELVETICA_(DVDRip).dir.Gary_Hustwit_-_2007

Legenda: http://www.legendasbrasil.org/legendas-Helvetica-0-all-1.htm

Helvetica, o filme é um documentário que dismistifica muita coisa sobre a fonte considerada a mais famosa no mundo. Assistindo as entrevistas você começa a entender facilmente quando iniciou a necessidade de usar Helvetica e quando iniciou o ódio a tudo que traz essa fonte.

Mostrar que a fonte foi criada por Max Miedinger e Eduard Hoffmann em 1957 e não só por  Miedinger foi essencial para dar os devidos créditos a Hoffmann.  Miedinger e Hoffmann criaram-na para a Haas Type Foundry em, Münchenstein, na Suíça, sendo comercializada pela Linotype em 1961 no mundo todo.

O filme não é destinado apenas a pessoas envolvidas de alguma forma com design, eu recomendo para qualquer um. O design como arte está presente na vida de todas as pessoas, desde que nascemos. O seu berço tinha um determinado design, sua mamadeira, o sofá da sua casa, sua mesa, a estante da tv, os eletrodomésticos da cozinha, na rua você pode observar os carros e seus designs diferentes, as placas e a escolha das fontes para os letreiros. E é isso que o documentário Helvetica mostra com perfeição, as infinidades de placas, letreiros, sinais de aviso, todos escritos com Helvetica.

No Brasil, eu não diria que a Helvetica tenha tanta força muito menos tamanha presença como tem lá fora, isso porque o sistema operacional mais usado no nosso país é o da Microsoft, que desenvolveu a fonte Arial baseada na Helvetica. Nos países onde os designers só trabalham com Macs (você percebe bem no filme que todos os profissionais possuem um Mac), a fonte suíça é muito mais frequente.

O nome da fonte é derivado de Helvetia, o nome latino para Suíça.

A fonte Arial, bastante difundida pelo mundo devido ao fato de ter sido distribuída pela Microsoft em várias edições de seu sistema operacional costuma ser associada à Helvetica, embora seja criticada como uma cópia inferior. Uma maneira fácil de identificar as duas fontes é através da comparação das letras R e G maiúsculos e das letras a, e, r e t minúsculas.

Trecho de uma das entrevistas:

Pensamos que a tipografia é preto e branco. Tipografia na realidade é branco, nem chega a ser preto. É o espaço entre as áreas em preto que forma a tipografia. Num certo sentido é como a música. Não são as notas, é o intervalo entre as notas que compõe a música.

Massimo Vignelli, designer italiano (Helvetica, 2007)

Ainda sobre a Arial, essa fonte foi projetada pela Monotype em 1982 a partir da própria Grotesk (compartilhando as raízes da Helvetica, portanto), mas tomando cuidados especiais para ter exatamente as mesmas proporções e peso da bem-sucedida Helvetica, para que documentos feitos para uso da Helvetica pudessem ser impressos ou visualizados com a Arial sem maiores alterações.

Você pode escrever “eu te amo” com Helvetica, sendo extra light se você quiser parecer mais romântico e com extra bold se for mesmo intenso e apaixonado.

Para ilustrar a frase acima:

eu te amoimagem via Blog do Edu

Criada para ser uma alternativa à então popular Akzidenz Grotesk (nascida em 1896), a Helvetica alcançou o sucesso rapidamente, e no começo dos anos 80 passou a ser uma das 4 fontes incluídas junto aos interpretadores Postscript originais (em todas as impressoras laser “clássicas” e de primeira linha), bem como ser default no Mac OS, por exemplo – porque a Apple não viu nenhum problema em obter (e pagar) a licença para isto.

Já a Arial, foi projetada pela Monotype em 1982 a partir da Grotesk, mas tomando cuidados especiais para ter exatamente as mesmas proporções e peso da Helvetica.

Mas quando a Microsoft adotou definitivamente o padrão TrueType (no Windows 3.1), ela não seguiu a trilha da Apple, e preferiu adquirir o direito de distribuir a mais barata Arial, do que a original Helvetica. Certamente ela sabia que a maioria dos usuários não perceberia a diferença. Hoje o clone se tornou muito mais conhecido, e certamente há pessoas que, ao conhecer a Helvetica, invertem o sinal e acreditam que ela seja parecida com a Arial.

imagem via: Ex Vertebrum

Imagens do livro mostrado no filme:

Helvetica Font’s Family
http://thepiratebay.se/torrent/6166338/Helvetica_Family_Fonts_

Bons textos com mais referências e informações:

Fontes: conheça 10 alternativas originais para a Arial e a Helvetica.

texto: arte e vício

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